Enquanto a gente trabalha informalmente é tudo muito fácil. Você cobra mil dinheiros pelo projeto, executa, entrega e recebe mil dinheiros no final. Lindo!
Só que essa festa acaba quando você resolve começar a tocar um empreendimento de verdade, ou seja, transformar suas habilidades num negócio de gente grande. Com essa decisão, inevitavelmente começam a surgir trabalhos cada vez maiores, empresas cada vez maiores e, obviamente, valores cada vez maiores. E se estamos levando nosso negócio a sério, surge também a emissão de nota fiscal.
Quem não se planeja antes acaba descobrindo do pior jeito que o governo é o sócio majoritário de qualquer negócio formal no Brasil. Não acredita? Pois eu posso provar. Me acompanhe.
Imagine um projeto que custe 6 mil dinheiros. Você logo de cara já paga 11% (em cima do valor da nota) de INSS. Também paga mais 5,15% (em cima do valor da nota também) de outros impostos e taxas menores que eu me esqueci o nome agora. Depois de tudo isso descontado você ainda paga IR sobre o restante. Dos seus 6 mil sobraram 4 e uns quebradinhos.
Se você preferir pode fazer a simulação por conta própria no site da Receita.
Da grana que sobrou você ainda vai pagar todos os seus custos, separar uma grana pro teu negócio (pois ele também precisa receber) e só depois de tudo isso vai poder dividir com o teu sócio de carne e osso a merreca pra pagar tuas contas de casa e comprar o leitinho das crianças.
A notícia boa é que as regras são ruins pra você, mas também são horríveis pra mim e pra todos os seus concorrentes, então (teoricamente) estamos todos em situação semelhante. Essa desculpa de que a culpa da sua falência foi do governo é conversa de mal administrador.
Das duas, uma. Ou você não soube cobrar direito ou não soube gastar direito a grana que ganhou.








Um Comentário
Brasil, um país de tolos.