Hoje é o “Dia da Consciência Negra” aqui no Brasil, um dia dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

Então tá, né?

Todo mundo bate palmas, todo mundo fica feliz, todo mundo só tem elogios. Aliás, ai de quem fizer o contrário! Nesse novo modelo de sociedade “politicamente correta” quem ousar fazer qualquer outra coisa que não seja passar a mão na cabeça dos oprimidos é um sério candidato à fogueira, como uma bruxa verruguenta qualquer, mesmo que essa outra coisa seja resolver o problema de uma vez por todas.

Agora, imaginem vocês se alguém viesse com a idéia de criar o “Dia da Consciência Branca”. A população sairia em massa, com tochas e foices na mão, para pegar esse maldito nazista e linchá-lo em praça pública.

Eu confesso que nunca consegui entender essa lógica distorcida que o pessoal usa para combater o preconceito racial. O que eu vejo são ações acabam atingindo um objetivo completamente contrário à idéia inicial.

O Dia da Consciência Negra é uma celebração à segregação racial, um culto ao racismo. A única diferença é que desta vez a ação racista parte dos próprios negros.

Outra estupidez sem tamanho são as cotas universitárias. Segue o mesmo princípio da segregação pela raça, mas isso é assunto pra um post inteiro.

Por que não podemos simplesmente celebrar hoje o “Dia da Consciência” e ponto final?

Abrace um negão, um polaco e um japonês e  juntos mostrem a língua para o mundo de forma jocosa, igual essas crianças aí em cima. Somos todos seres humanos, nada mais do que isso. Ou pelo menos deveríamos ser.

Foto: Campanha publicitária da Benetton