Tem muita gente que caiu no mundo muito mais cedo do que eu e se deu bem. Pô, o Steve Jobs na minha idade já tinha revolucionado o mercado de computadores, era o dono fundador de uma das maiores empresas de informática do mundo e era, também, um dos homens mais ricos do planeta. Tudo isso antes dos trinta anos (eu tenho 28 hoje). E saiu do zero! Eu fui bem menos corajoso, é verdade. Estou caindo no mundo só agora pra ver o que vai dar. É uma tacada de risco. Se tudo der certo, maravilha, estarei muito melhor daqui alguns anos. Se as coisas derem errado vou ter que recomeçar tudo, ralar um monte, abaixar a cabeça e me virar nos trinta pra conseguir uns caraminguás, mas ainda terei tempo de colocar tudo nos eixos.
O engraçado é que as coisas só começam a acontecer de verdade na sua vida quando você resolve cair no mundo de vez. A impressão que dá é que o universo luta contra você, só pra te testar! Quando você está quieto no seu canto não aparece uma oportunidade legal, ou até aparece uma ou outra a cada cinco anos. Então quando você finalmente decide apostar num caminho surgem milhares de ótimas oportunidades, muitas delas em caminhos diferentes.
É complicado demais se manter dentro dos planos, porque isso significa dizer não a muita oportunidade que você sempre sonhou ter e que só apareceram agora. Só que agora você já caiu no mundo, está apostando num caminho, está com planos, perspectivas, esperanças.
Não tem outra forma de explicar a sensação a não ser dizendo PUTA QUE O PARIU! Assim mesmo, em caixa alta, acima do tom normal.
E o medo de estar seguindo o caminho errado? Meu pai diz que o medo é o principal indicador da responsabilidade, e que é fundamental sentir medo pra não sair da linha. Nessas horas a gente sempre fica com medo de dar tudo errado, de não ganhar dinheiro suficiente, de não construir um futuro, etc.
E o sono diminui na mesma proporção que aumenta a ansiedade. A tranqüilidade desaparece também e logo se torna algo distante, meio irreal. Agora vamos ver onde isso vai parar. Daqui uns trinta anos a gente conversa novamente sobre esse assunto e tiramos nossas conclusões.
Caindo no mundo
Tem muita gente que caiu no mundo muito mais cedo do que eu e se deu bem. Pô, o Steve Jobs na minha idade já tinha revolucionado o mercado de computadores, era o dono fundador de uma das maiores empresas de informática do mundo e era, também, um dos homens mais ricos do planeta. Tudo isso antes dos trinta anos (eu tenho 28 hoje). E saiu do zero!
Eu fui bem menos corajoso, é verdade. Estou caindo no mundo só agora pra ver o que vai dar. É uma tacada de risco. Se tudo der certo, maravilha, estarei muito melhor daqui alguns anos. Se as coisas derem errado vou ter que recomeçar tudo, ralar um monte, abaixar a cabeça e me virar nos trinta pra conseguir uns caraminguás, mas ainda terei tempo de colocar tudo nos eixos.
O engraçado é que as coisas só começam a acontecer de verdade na sua vida quando você resolve cair no mundo de vez. A impressão que dá é que o universo luta contra você, só pra te testar! Quando você está quieto no seu canto não aparece uma oportunidade legal, ou até aparece uma ou outra a cada cinco anos. Então quando você finalmente decide apostar num caminho surgem milhares de ótimas oportunidades, muitas delas em caminhos diferentes.
É complicado demais se manter dentro dos planos, porque isso significa dizer não a muita oportunidade que você sempre sonhou ter e que só apareceram agora. Só que agora você já caiu no mundo, está apostando num caminho, está com planos, perspectivas, esperanças.
Não tem outra forma de explicar a sensação a não ser dizendo PUTA QUE O PARIU! Assim mesmo, em caixa alta, acima do tom normal.
E o medo de estar seguindo o caminho errado? Meu pai diz que o medo é o principal indicador da responsabilidade, e que é fundamental sentir medo pra não sair da linha. Nessas horas a gente sempre fica com medo de dar tudo errado, de não ganhar dinheiro suficiente, de não construir um futuro, etc.
E o sono diminui na mesma proporção que aumenta a ansiedade. A tranqüilidade desaparece também e logo se torna algo distante, meio irreal. Agora vamos ver onde isso vai parar. Daqui uns trinta anos a gente conversa novamente sobre esse assunto e tiramos nossas conclusões.